segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

Estoril 3

Começou bem e acabou melhor, apesar de termos passado por algumas dificuldades ao longo do dia. Ainda não dominamos algumas das afinações do motor e há qualquer coisa que se passa na embraiagem que torna tudo um pouco mais áspero. Em apenas duas voltas conseguimos retirar dois segundos ao nosso melhor registo com a RD mas não foi suficiente para chegar ao tempo feito pelos 150 cavalos da Suzuki Katana 1100 da equipa espanhola. Felizmente, uma hora antes da prova começou a chover e o piso molhado colocava em segundo plano a potência, obrigando agora o piloto espanhol a ter que lidar com os 200 kg da sua moto. A partir da terceira curva passei para a frente e a meio da corrida preocupei-me apenas em levar a TZ até ao fim. Foi seguramente a prova que me deu mais prazer até hoje!

quinta-feira, 1 de Maio de 2014

Braga 1

Não foi a prova mais difícil que fiz até hoje mas foi seguramente a mais enervante. Não tivemos tempo suficiente para preparar a moto devidamente e fomos obrigados a tomar decisões pouco seguras, saltando etapas fundamentais. Gripar o motor ao fim de duas voltas, nos treinos, com a embraiagem a patinar, foi uma das consequências. A equipa conseguiu, ainda assim, responder devidamente. Em três horas refez o motor e permitiu-me alinhar, pedindo-me apenas para ter juízo e levar a moto ao fim, já que a rodagem tinha que ser feita durante a prova! Assim fiz, poupei o que pude e levei-a ao primeiro lugar. Não vão faltar oportunidades de ver o que ela pode dar.

sexta-feira, 20 de Dezembro de 2013

Honda CBR 1000 RR SP

Pertenço ao grupo dos que gostariam que a Honda tivesse uma moto capaz de lutar pela vitória em STK 1000, algo que é seguramente muito mais fácil de fazer do que arrasar nas MotoGP. A Fireblade SP, sem ter ainda pretensões a evidenciar-se no mundial da especialidade, pode ser vista como a primeira abordagem a um novo conceito, evoluindo do "Controlo Total" para a "Alucinação Total". 


quinta-feira, 17 de Outubro de 2013

Ducati 899 Panigale

A 899 Panigale está mais acessível mas nem por isso menos entusiasmante. Numa pista como Imola o motor não se revela curto e tudo o que foi feito para a tornar menos exigente em estrada acaba por permitir que os "candidatos a pilotos" como eu se divirtam à procura dos seus limites!


terça-feira, 9 de Julho de 2013

Imola, S1000RR STK e SBK

Fui até Imola, "testar" as S1000RR STK e SBK. Para nos ambientarmos, fizemos primeiro dois turnos nas S1000RR e S1000RR HP4, antes de passar para as versões vitaminadas. A STK que me calhou foi a do Sul-Africano Greg Gildenhuys, e a SBK foi a do Chaz Davies. A versão STK é um canhão, envergonha a HP4 e faz o mesmo aos que se julgam pilotos... Desvalorizei o facto da manete de travão estar demasiado longe e arrependi-me. Só conseguia tocar-lhe com as falangetas e acabei com o braço direito sem força. O pior é que quando montei na SBK do piloto inglês não consegui também por causa disso rentabilizar devidamente as quatro voltas a que tinha direito, não a espremendo aquilo que podia... Seja como for, está ainda mais fácil do que antes e revelou-se um portento de facilidade e performance. Só tenho gravadas as duas  primeiras voltas na STK já que o cartão de memória da GoPro decidiu não colaborar, e não tenho sequer imagens da SBK!

segunda-feira, 3 de Junho de 2013

Braga 2

Foi uma prova estranha. Os nossos principais adversários não puderam comparecer de maneira que eu e o Pedrinho lutámos apenas contra o cronómetro. Nos treinos conseguimos estabelecer uma nova marca individual e eu fiquei a uns miseráveis 6 centésimos de segundo de baixar até ao 1:30. A corrida acabaria por trazer uma motivação extra. Como não havia participantes suficientes para fazer uma grelha minimamente composta, o Troféu Luis Carreira juntou-se à nossa corrida. Ainda tentei acompanhar os dois da frente mas não foi possível. Esse esforço, contudo, permitiu-me baixar finalmente até ao segundo '30! Já valeu a pena!

segunda-feira, 20 de Maio de 2013

Estoril 1

Fui para o Estoril com a convicção de que seria difícil subir ao pódio. Perdi a conta às voltas que fiz imaginando trajectórias que me permitissem ganhar tempo, reduzindo ao mínimo as limitações da RD enquanto maximizava as suas vantagens. Sabia que ia ser difícil. A realidade acabou no entanto por me surpreender em absoluto. Fiz o melhor tempo dos treinos, a melhor volta da corrida e venci com cerca de 50 segundos de vantagem sobre o segundo classificado. A RD revelou-se fabulosa. Os problemas da suspensão dianteira desapareceram quase por completo e o motor respirava saúde. A travagem mostrou-se também excelente. Eu, o Nicolau e o Lindolfo estamos de parabéns. As várias sessões de teste que fizemos foram a chave para este sucesso!

domingo, 12 de Maio de 2013

RD, 2º treino

Voltámos a Braga para testar as alterações nos emuladores da suspensão. Acho que resultaram, a roda já não salta tanto e consegue-se acelerar mais cedo. Testámos também os Keihin 28. Em médias está melhor mas em altas ainda não tem a resposta dos Mikuni, perdendo o fôlego por volta das 11.000 rpm. Antes da prova do Estoril vamos ainda experimentar novos gigleurs. Conseguimos ainda assim baixar para 1:32,9, um excelente tempo, sobretudo se considerarmos o facto dos pneus já terem feito mais de 110 voltas!

sexta-feira, 26 de Abril de 2013

RD Stage 2, 1º treino

A primeira prova correu excepcionalmente bem mas a RD continua longe de estar boa. A suspensão traseira estava demasiado mole, a da frente continua a saltar e o motor pode também ficar melhor. Testámos novos carburadores mas os gigleurs que levámos não foram suficientes para os fazer funcionar bem. A frente melhorou um pouco mas ainda não está eficiente. Quanto à traseira, acho que acertámos, e a travagem, com apenas um disco na frente, revelou-se suficiente, permitindo retirar 2,7 quilos numa zona muito importante. Julgo que já não estamos longe de um nível de performance satisfatório. Conseguimos fazer 1:33,30, sem poder apertar muito em curva pois os pneus já têm mais de cem voltas!

sábado, 30 de Março de 2013

Inacreditável!

O elemento tecnologicamente mais evoluído numa moto são os pneus. O novo Michelin Pilot Power 3, apresentado em Portimão, tem uma aderência em molhado surpreendente. O teste não foi feito em asfalto molhado, o que já seria notável, mas sim em cima de cimento polido e propositadamente molhado!  Ser capaz de travar numa distância reduzida e ainda assim levantar a roda traseira é absolutamente impressionante!

sexta-feira, 29 de Março de 2013

Já estou por tudo...

Chegou o momento de fazer a rodagem ao motor, dezoito meses depois de o ter encomendado. A somente sete dias da primeira corrida falta ainda colocar o novo depósito de gasolina, montar os novos discos e pinças na frente, pôr a funcionar o travão traseiro, trocar um dos elementos da suspensão traseira e ver se as modificações que se fizeram na frente corrigem as deficiências detectadas. Há ainda alguns problemas eléctricos a resolver. Dei conta, já no regresso, que me falta uma coisa, provavelmente a mais importante: juízo!

 

quarta-feira, 25 de Julho de 2012

Que massacre!

Fomos até à pista de Braga tentar afinar a RD 350 4L0 do Pedrinho. É impossível. Algo de grave se passa porque não conseguimos encontrar uma linha de desenvolvimento, um caminho que proporcionasse melhorias. A cada modificação piorava e quando se voltava atrás parecia que continuava a piorar! As imagens são da primeira sessão, e é visível que a roda da frente vai aos saltos. Depois disso conseguimos que a roda traseira também saltasse!


sexta-feira, 1 de Junho de 2012

O Super 7 do Pépé

O Pépé gostava tanto de motos como de automóveis, e tinha acesso a alguns interessantes para brincar. O Lotus Super Seven era um deles. Julgo que foi no verão de '87 que fiz estas imagens, num loteamento ainda por construir  entre a Marechal Gomes da Costa e a Avenida da Boavista.

segunda-feira, 23 de Abril de 2012

The flying egg

Isto das clássicas tem que se levar com algum humor. A RD do Pedrinho está ainda mais achanatada que a minha, apesar da imensa boa vontade de todos aqueles que já  gastaram tempo e saber à sua volta. Neste momento está a estrear um novo motor, nem mais nem menos que o meu anterior motor. Revela saúde mas mantém o mesmo mau feitio, ou seja, tem o "ralenti" demasiado alto e a caixa continua dura. Para compor o ramalhete não trava nada e a suspensão dianteira deve continuar a funcionar mal. A corrida vai ser daqui a seis dias. Oxalá esteja a chover!


sábado, 7 de Abril de 2012

Kawasaki ZX-10R

A ZX-10R é uma moto difícil de dominar. O motor transborda de potência e coloca em dificuldades a ciclística. A roda traseira protesta e a frente revela-se demasiado leve, sobretudo se o amortecedor de direcção estiver aliviado. Digamos que é excelente para quem gostar de filmes de terror!

quinta-feira, 29 de Março de 2012

KTM 1190 R

Não fiquei bem impressionado com a primeira RC8 mas a KTM corrigiu o tiro e esta versão R melhorou-a em tudo. A caixa é precisa, leve e rápida, e a inserção em curva é fácil, apesar de tender a alargar um pouco inicialmente. A progressão é um pouco menos musculada que as restantes da classe mas não deixa de ser interessante.

quarta-feira, 21 de Março de 2012

Bridgestone S 20

Os pneus são cada vez mais polivalentes. A mais recente proposta da Bridgestone, o S 20, oferece a durabilidade, a aderência em molhado e a rápida subida de temperatura exigíveis a um pneu de estrada mas também proporciona o comportamento desportivo necessário para se rodar em pista.

sexta-feira, 17 de Fevereiro de 2012

Ducati 1199 Panigale S

Já não me apaixonava por uma moto há cerca de 18 anos, quando a Ducati lançou a sua 916. Com a Panigale, a Ducati volta a definir o que é uma desportiva. Mais do que os 195 cavalos, é o seu reduzido peso e a qualidade do comportamento da ciclística que transforma a sua condução num momento transcendental. Impressionante!

quinta-feira, 24 de Novembro de 2011

CBR 1000 RR 2012

Já passaram vinte anos desde que a Honda lançou a primeira Fireblade. A que acabámos de experimentar, em Portimão, é muito mais eficaz em curva, trava desmesuradamente e os cinquenta cavalos a mais fazem-se sentir de forma evidente. É seguramente a mais fácil super-desportiva da actualidade, mas não deixa de ser emocionante. As voltas à chuva, com pneus de competição, justificam o número de voltas a mais que coloquei no vídeo. 

domingo, 6 de Novembro de 2011

Yamaha R6

É a campeã do mundo, e não só porque juntou mais pontos. É a campeã também das sensações. O motor grita, os punhos parece que estão ao nível do eixo da frente, a entrada em curva é abrupta e o motor não é redondo em médias, notando-se nitidamente quando é que acorda rumo à alucinação. 


CBR 600RR

É aquela em que sentimos que estamos a fazer melhor as coisas, em que percebemos que se podia ir mais além, sempre, e a que melhor avisa precisamente em que ponto é que ainda estamos longe do seu potencial. Mesmo assim é uma alucinante fonte de prazer, É fácil de meter em curva, acelera de forma progressiva e trava de forma equilibrada. É a minha favorita.


Kawasaki ZX-6R

As Supersport permitem que se explore um pouco mais o motor, e é o seu potencial em curva que nos envergonha. A ZX-6R é a menos exclusiva, é a que mais se aproxima em reacções com a versão de estrada, mas é também a que menos comunica quando tentamos elevar o ritmo. 

Yamaha R1

É um escândalo a moto do Melandri. Parece mais volumosa que todas as outras mas é de uma precisão na entrada em ângulo espantosa. A forma robusta como o motor progride é também surpreendente, parecendo que faz menos rotações que as restantes, mas avança como um foguete.


Kawasaki ZX-10R

As ZX-10R são sempre particulares. Parecem fáceis mas depois mostram características únicas, que temos que atribuir às especificações de cada piloto. A de Tom Sikes tem uma frente particular, parece que alarga a trajectória, e nas reduções a electrónica acelera demasiado, tornando-a algo instável. 

CBR 1000RR

Foi a mais fácil de conduzir em '09, e não mudou quase nada. Nota-se que tem um pouco mais de motor mas a ciclística ajuda a que se imprima um ritmo elevado mantendo a certeza que nada nos vai fugir do controlo. Para o meu nível é seguramente a mais eficaz e ao conseguiu fazer o melhor tempo dos treinos com o Jonathan Rea mostra que se for espremida reage em conformidade. 

Ducati 1198R

Sentei-me aos comandos da moto campeã do mundo com a pior das expectativas. A anterior, nestas condições, pertencente a Troy Bayliss, foi a pior Ducati em que andei, e sendo esta igual pouco haveria de mudar. Enganei-me em absoluto. As afinações do Carlos Checa privilegiam a entrada suave em curva, por forma a maximizar a velocidade, e é tudo menos violenta. Posso garantir que é mais fácil de conduzir que a 1198SP. Custa a acreditar na liberdade que nos é disponibilizada. As três voltas permitidas souberam a muito pouco.

sábado, 5 de Novembro de 2011

BMW S1000RR

Escolhi propositadamente a unidade do Leon Haslam, pois tinha ainda fresca a memória das voltas que tinha dado em Imola. É alucinante como as motos mudam de pista para pista. No AIA a frente desta S1000RR mostrou-se mais lenta a mudar de direcção e o motor, apesar de seguramente ter uma relação mais curta, parece que disparava menos. Relativamente à do Corser, de 2009, revelou-se mais exigente e menos divertida.

Aprilia RSV4

Foi com esta que iniciei o dia, e pareceu-me a indicada. Pelos vistos enganei-me. Relativamente à versão de 2009 ganhou cerca de 20 cavalos e as suspensões estão muito mais reactivas. As quatro voltas que dei mal chegaram para aquecer e foi pena, já que o motor é escandalosamente fantástico e a ciclística continua a fazer tudo o que se lhe pede. Faltaram-me algumas voltas mais para ter coragem de o pedir. Fica para a próxima.

O "teste" de todos os testes!

Tem acontecido uma vez por ano, nos últimos quatro anos. A Infront convida uma vintena de sortudos para, no dia seguinte à última prova do Mundial de SBK, dar algumas voltas em cada um dos modelos que participou em SBK e Supersport. Estou no lote dos mais afortunados, estive em todos os que se fizeram!

terça-feira, 25 de Outubro de 2011

BMW S 1000RR 2012

A BMW decidiu refrescar a sua RR, melhorando a maneabilidade e a resposta do motor em médias. A melhoria é perceptível e foi um prazer rodar em Valência. Dei conta, infelizmente, que sou mais rápido no modo Race que no modo Slick. Ou seja, estou a ficar velho, já preciso da muleta das ajudas electrónicas...

segunda-feira, 19 de Setembro de 2011

Moto Clube do Porto - 25 anos

Os moto clubes são o espelho dos seus membros. O Moto Clube do Porto é excepcional. Para assinalar os seus vinte e cinco anos de existência decidiram representar o seu símbolo usando para isso os sócios do clube. 185 motos, 235 pessoas, 5 minutos e 45 segundos depois estava feito. Fantástico!

segunda-feira, 12 de Setembro de 2011

RD 350 - Finalmente a corrida!

Os treinos efectuados ofereciam alguma segurança mas eram muitas as incógnitas para a corrida. A suspensão responderia bem ao novo óleo, o motor aguentaria, os adversários baixariam o tempo? Para baralhar tudo a previsão meteorológica para os treinos era de chuva, e foi assim que começaram. Curiosamente, apesar de estar apreensivo, não senti dificuldades, e fiz o melhor tempo, sendo mais rápido 3,1 s que o António Machado, que ficou em segundo. A segunda sessão de treinos serviu apenas para verificar se estava tudo bem e, sem esforçar, baixei ligeiramente o tempo, suficiente para garantir a pole, com o Hermano Sobral atrás a apenas 0,3 s. Na grelha de partida tinha a certeza que perderia algumas posições no arranque, mas estava determinado a passar em primeiro na primeira volta. A tarefa acabou por ser facilitada pois o André Caetano e o Hermano Sobral discutiram demasiado a entrada na primeira curva e atrasaram-se, aproveitando eu para os passar e tentar ganhar logo alguma vantagem. As suspensões nas primeiras voltas estavam boas e permitiram-me atacar, fazendo logo na segunda volta o melhor tempo da corrida e criar um fosso desmoralizador para os restantes, de quase onze segundos à passagem pela terceira volta. Depois foi só manter o ritmo, apesar de já estar a desesperar com o comportamento da roda da frente e com o falhar do motor a meio das curvas. Obrigado aos amigos pela ajuda e incentivo, ao Nicolau pela pachorra em me aturar e simultaneamente  conseguir resolver uma parte importante dos problemas, e ao Sr. Porfírio, do CAM, cujas facilidades concedidas ao longo dos últimos quatro meses foram determinantes para obter este resultado.

quarta-feira, 7 de Setembro de 2011

RD - 6º Teste

Já só faltam 3 dias para a prova de Braga, e temos que tentar fazer alguma coisa à suspensão da frente, que teima em andar aos saltos a meio da curva. Subiu-se novamente a dianteira e o resultado não melhorou em curva, tendo até piorado na inserção. Trocámos depois por um óleo multigrade, 20W60, e inicialmente ficou impecável. Ao fim de três voltas começou a saltar novamente, o que nos leva a pensar que tem que ser ainda mais viscoso e mais estável. Conseguimos baixar o tempo para 1:32.9. O que mais me preocupa é que não estou a sentir prazer a conduzir, e assim nada vale a pena. Vamos a ver como corre a prova.

sábado, 27 de Agosto de 2011

RD 350 - 5º teste

Reparou-se o estator, danificado no treino anterior, e o motor já trabalha. Trocou-se o óleo da suspensão da frente por um mais grosso e a frente melhorou. Trocou-se a relação por uma mais curta e agora já esgota, talvez até demais. O tempo feito já está dentro do que se pretende, mas a roda da frente continua a saltitar demasiado a meio da curva. É "só" o que falta para ter a RD competitiva. Não conseguimos testar uma última opção porque um fio eléctrico começou a fazer mau contacto, colocando o "ralenti" às 8.000 rpm, para além de impedir que o corta corrente actuasse.


domingo, 14 de Agosto de 2011

4ª teste

Deu-se um passo atrás, para dar dois em frente. Montámos os pneus anteriores, mais aderentes, a relação foi encurtada e a centralina foi reparada. Depois de duas voltas à pista verificou-se que estava instável. Comprimiu-se mais a mola e ficou aceitável. Agora mete bem em curva, sai bem mas a frente salta a meio das curvas rápidas, não deixando fazê-las depressa. A relação ainda está longa. Só mete 6ª já depois de passadas as boxes. Na terceira tentativa, com relação mais curta, já não entrou em pista. o volante do motor soltou-se, saiu da posição correcta e já não pegou...

quinta-feira, 4 de Agosto de 2011

Correr nas clássicas

Meti-me numa alhada. Achei que com uma RD 350 LC YPVS conseguia participar no campeonato de clássicas e vencer. A facilidade, pelos vistos, era só aparente. Preparar uma RD é muito mais difícil do que TODOS diziam. Os parafusos partem ao apertar e relativamente a uma moto moderna tudo é mais caro e mais difícil de encontrar. O primeiro teste durou duas voltas. Veja o filme.

sexta-feira, 29 de Julho de 2011

Ducati 1198 SP e 848 EVO

Fui experimentar as novas 1198 SP e 848 EVO ao circuito de Imola. A 1198 SP revelou-se excessiva para mim, e não consigo retirar prazer na sua condução, mas a 848 EVO está quase no ponto. O motor é interessante até ao "red line" e a ciclística é rápida e precisa a meter em curva. Tive a felicidade de apanhar o Carlos Checa durante uma volta, aos comandos de uma 1198 SP, que se entretinha a olhar para trás para ver onde é que eu vinha, para depois voltar a aumentar a distância, mais do que uma vez apenas numa roda. Eu não conseguia andar mais e por várias vezes fiquei na dúvida se não teria que ir até à gravilha!

Triumph Speed Triple 1050

Foi um prazer descobrir a renovada Speed Triple na pista Ascari. Infelizmente fui na TAP e perderam-me novamente as bagagens. A marca emprestou-me o fato, luvas, botas e capacete, pertencentes a um dos seus colaboradores, que decididamente era mais gordo que eu, tinha uma cabeça maior, era mais baixo e tinha os pés mais pequenos. A moto revelou-se entusiasmante, conseguindo fazer esquecer o martírio de ter os dedos dos pés dobrados e o capacete às voltas na cabeça. 

As MV Agusta

São escandalosamente bonitas. A renovação começou em finais de 2009, com as Brutale, passando também a serem fáceis de conduzir, eficazes e fiáveis.
Experimentei as Brutale 990 R e 1090 em Misano, e gostei. Os genes desportivos revelam-se em circuito, sendo mais interessantes neste ambiente do que em estrada.


O melhor estava ainda para chegar e foi-nos revelado em Cartagena. A F4 é agora um mundo de sensações. O som do motor é fantástico e a combinação entre precisão, agilidade e estabilidade fazem dela uma fonte de emoções em pista.


Tive ainda a oportunidade de voltar a conduzi-la na pista de Aragon, e foi nela que fiz o meu melhor tempo.

quinta-feira, 28 de Julho de 2011

As BMW S1000RR

Fui um dos felizardos a estar presente na apresentação mundial da S1000RR em Portimão. A pista estava ligeiramente húmida na parte da manhã, aconselhando a ter calma, mas na parte final do dia foi possível espremer tudo o que tinha para dar. Fiquei impressionado com a disponibilidade do motor e a estabilidade da ciclística, permitindo explorar de forma segura o seu potencial.


Como sou mesmo sortudo, pude também experimentar a S1000RR SBK de Troy Corser, em 2009. Os 220 cavalos fazem-se notar na recta da meta, a rapidez na mudança de direcção é surpreendente e a traseira muito leve fazia com que até eu sentisse a traseira a andar de lado à saída das curvas. Impressionante!

segunda-feira, 25 de Julho de 2011

As Aprilia RSV4

A Aprilia RSV4 Factory foi seguramente uma das motos que mais vontade tive de experimentar, e não fiquei desiludido. A primeira versão nasceu bem mas revelou-se intimidante em pista. A facilidade proporcionada pelo seu motor V4 ajudava mas, apesar dos cuidados, era num instante que nos colocávamos perto do limite


A segunda versão, numa configuração menos exclusiva, denominada RSV4R, mostrou-se bastante mais fácil de conduzir. Apesar de mais simples, sem trombetas de admissão variável, sem jantes forjadas ou suspensões Ohlins, revelou uma eficácia no traçado do Estoril surpreendente.


A última versão, a RSV4 Factory APRC SE, com a inclusão do "Traction Control", "Launch Control", "Wheelie Control" e "Power Shift" transformou-se na mais rápida e fácil moto desportiva em que andei até hoje. Na pista de Jerez de la Frontera, baixei o meu tempo em 5 segundos, sem nunca ter sentido que estava perto do limite.


Por último, a alucinação, a RSV4 de SBK de Max Biaggi. Apesar de ser a versão de 2009, incluía já todas as ajudas electrónicas que foram introduzidas na versão de estrada no ano seguinte. Revelou-se tão fácil quanto assustadora de conduzir, mostrando-me, sobretudo, que uma coisa é andar em pista, outra, muito diferente, é andar depressa em pista.

sexta-feira, 22 de Julho de 2011

Challenge Aprilia 2001

No segundo ano saíram alguns pilotos consagrados mas apareceram novos valores, continuando as provas a ser disputadas com intensidade. João Monteiro seria o vencedor da última edição do Challenge.

domingo, 17 de Julho de 2011

Challenge Aprilia 125 - 2000

O Challenge Aprilia 125 foi um troféu memorável. Curiosamente, só foi possível graças ao apoio da imprensa. As revistas, alguns jornais e a RTP garantiram a cobertura mediática suficiente para que a Galp, através do Durana Pinto, não tivesse dúvidas relativamente ao sucesso do projecto. Garantido o principal apoio, criou-se o espaço para que a Credifin, a Michelin e a Arrow (Masac) aparecessem e se afirmassem. Foi importante também o interesse da FNM no troféu, permitindo que tivesse duas mangas por fim-de-semana. As imagens fazem parte do resumo que o incansável José Henriques da Silva, da RTP, editou no final do ano, juntando assim mais 24 minutos de televisão aos 75 que tinha proporcionado ao longo do ano. 



quinta-feira, 14 de Julho de 2011

SR 50 - Antero Cabanelas 1998

A SR Stealth foi a último modelo anunciado. Para a conduzir a Milfa escolheu Antero Cabanelas, campeão nacional de 125 e uma das estrelas da velocidade nacional na época. As imagens foram recolhidas no Kartódromo de Baltar mas, infelizmente, não conseguem mostrar a rapidez com que o piloto fazia as várias curvas. 

Rally 50 Farrajota 1998

A Rally foi outra das mártires nas mãos do Farrajota. Fiquei impressionado com o que ele conseguia fazer, mas também com a capacidade de absorção das suspensões da Rally. Tenho pena de não encontrar as cassetes originais. As imagens em bruto eram impressionantes. 

RX 50 Farrajota, 1998

Neste segundo filme que fez com a RX Miguel Farrajota não poupou a pequena Aprilia. Na segunda parte do "Making Of" fomos nós que o levámos à exaustão, à procura do melhor "eh eh". 

terça-feira, 5 de Julho de 2011

RX 50 Farrajota/Bianchi, 1998

No último anúncio da RX a Milfa juntou duas estrelas do TT nacional, Miguel Farrajota e Bianchi Prata. Apesar de eu só querer que eles rodassem juntos, cada um fazia questão de passar ligeiramente à frente do outro. No "Making of" é possível ver que não gostavam de perder nem a feijões e mais do que uma vez pensei que as coisas iam correr muito mal!

terça-feira, 28 de Junho de 2011

Filmes 0641 - Aprilia RX 50 - 3/1997

No final dos anos '90 havia uns concursos na televisão muito simples: passava um filme, com uma pergunta evidente, e quem telefonasse mais ganhava o prémio. A empresa promotora pagava o tempo de antena, recebia o valor cobrado pelas chamadas telefónicas de valor acrescentado e o anunciante oferecia os prémios. A Milfa participou em alguns destes concursos como forma de promover as suas 50's, recorrendo aos serviços de alguns dos melhores pilotos nacionais. Neste primeiro filme foi Miguel Farrajota quem se encarregou de fazer algumas habilidades na RX. Não sei o que é mais alucinante, se o que o Farrajota conseguia fazer com a RX ou aquilo de que ela foi capaz de aguentar. Depois dos 30 segundos do anúncio alguns minutos de Making of.

quinta-feira, 23 de Junho de 2011

Spirit of Speed - Junho de 2011

A Spirit of Speed é uma empresa que organiza paradas de clássicas de competição. A sua maior dificuldade reside na selecção das motos a convidar já que são cerca de 1500 as opções em catálogo. Foi o Eng. Campos Costa o principal responsável pela presença da Spirit of Speed no Circuito da Boavista, permitindo a muitos verem e ouvirem, pela primeira vez, motos que fizeram história no mundial de velocidade. Esta edição contou ainda com a presença de Giacomo Agostini, aos comandos da MV Agusta 500 3 cilindros com que foi campeão em 1969.




segunda-feira, 13 de Junho de 2011

Mototurismo BMW - 1995

O 4º Passeio da Baviera levou os participantes de Lisboa até ao Algarve. Antes de se meterem à estrada visitaram a Moto Jornal, ficando a saber como é que se fazia a revista. Os Drive testes tiveram lugar em Vilamoura. Vejam quais eram as novidades da época.



domingo, 5 de Junho de 2011

Mototurismo BMW - 1994

O BMW Motoclube Portugal tornou-se, nos anos '90, na referência em Mototurismo em Portugal. Tive a oportunidade de participar em alguns dos seus passeios, umas vezes como jornalista da Moto Jornal, outras como contratado para filmar o evento. Era um grande grupo de amigos, que juntava ao gosto de andar de moto a conhecer Portugal a oportunidade de estarem juntos. Comercialmente funcionava também muito bem. A Baviera organizava todos os anos um passeio, com o Mário Campos a exceder-se e a proporcionar a todos um fim-de-semana inesquecível, sendo a oportunidade excelentemente aproveitada para mostrar os novos modelos.


sábado, 21 de Maio de 2011

Moto Jornal, 1995

Tive o privilégio de entrar para a Moto Jornal em Maio de 1991. Era uma equipa coesa, dedicada e apaixonada. É a esse grupo que devo quase tudo o que consegui construir no meio motociclístico. As imagens são inéditas, os intervenientes nunca as viram. Espero que gostem.


sexta-feira, 22 de Abril de 2011

Santo André 1992


A Supersport 600 era disputada de forma acesa. Foi Rui Vieira quem venceu, mas podia ser outro qualquer, de tal forma era fácil cometer um erro capaz de comprometer a classificação final. 



Com mais de trinta participantes a prova de 125 Promoção revelou-se espectacular de seguir. Felisberto Teixeira fez uma boa recuperação e dominou os acontecimentos. Em segundo ficou a Cagiva Mito com o nª 9 (não me recordo do nome do piloto) e Antero Cabanelas em terceiro. Estas imagens permitiram solucionar um enigma e evitar ao Joaquim Cidade mais algumas quedas. Reparem na imagem do minuto 2:41. O respiro do depósito de gasolina não tinha válvula e sempre que o piloto travava o pneu traseiro levava um banho de gasolina, sendo essa a razão de várias quedas ao longo do ano, logo no início dos treinos e das corridas. 




Na 125 Racing a luta foi emocionante até ao fim. 


domingo, 10 de Abril de 2011

Estoril 2, 1992

A classe de Supersport proporcionava lutas intensas. Desta vez foi Vasco Salgado a vencer, na CBR da Moto Jornal (outros tempos, em que as revistas de motos tinham capacidade para criar equipas...), Agostinho Vieira ficou em segundo e Manuel Duarte em terceiro. Uma oportunidade para ver o Mário Figueiras como jornalista, a entrevistar o vencedor. 


Não tenho a corrida completa, nem sei quem a venceu, já que a intenção era apenas a de recolher imagens para um futuro video. Apesar disso, são interessantes sobretudo pelas caras que aparecem nas boxes.



Na classe 125 Racing Joaquim Cidade debateu-se com imensos problemas, cuja solução só teve lugar na prova de Santo André, depois de verem as imagens que eu fiz. Até lá tentava sobretudo aguentar-se em cima da moto...



terça-feira, 5 de Abril de 2011

Estoril 1, 1992

A prova de 125 Promoção assistiu à superioridade de Felizberto Teixeira, que teve em Antero Cabanelas o único adversário, pelo menos enquanto se manteve em prova. Pedro Abreu ficou em segundo e José Saavedra em terceiro (obrigado Pedro Alface pela informação). Nas imagens aparece muitas vezes um piloto chamado Filipe Romero. A explicação é simples. Eu e o meu irmão criámos nesse ano uma equipa, a Promo Squadra, de forma que o "piloto da casa" teve naturalmente mais tempo de antena que os restantes!

segunda-feira, 4 de Abril de 2011

Estoril, 1991

Voltei a gravar apenas algumas imagens do Cidade e do José Pedroso, em Aprilia, destinadas à realização de um filme institucional para a marca. Ainda assim há imagens suficientes de outros participantes para justificar a presença neste espaço.


quarta-feira, 30 de Março de 2011

Estoril, Novembro de 1991

A última prova de 125 Racing foi vencida por Jorge Dias, com Manuel Duarte a dar-lhe alguma luta inicial. No terceiro posto Joaquim Cidade, que mais uma vez teve inúmeros problemas de afinação. A razão soube-se mais tarde. O tubo do respiro do depósito de combustível estava montado ao contrário, originando vácuo, levando a que por mais de uma vez o motor gripasse.


segunda-feira, 28 de Março de 2011

Santo André 1991 - Actualizado

Não gravei nenhuma das provas na totalidade, apenas recolhi imagens de algumas Aprilia para fazer um filme para a marca exibir no final do ano. Por alguma razão que não recordo, ficaram também sem som. Apesar de tudo continuam a ser interessantes.




domingo, 13 de Março de 2011

Santo André, 1990

Na 125 Livre foi grande o duelo entre José Pereira e Pedro Geirinhas, mas a maior experiência do piloto do Porto foi evidente, imprimindo um ritmo forte e constante até o jovem Geirinhas cometer a falha que o levou a descolar. No terceiro posto Joaquim Cidade, sempre com Luis Catarino como sombra, à espera de uma falha do piloto da Milfa para subir ao pódio.



Na Promoção a luta foi intensa entre Pedro Geirinhas e Rui Esteves, ao longo de toda a prova. Esteves acabaria por passar para a frente já perto do fim mas perderia a primeira posição ao falhar uma passagem de caixa na última volta. No terceiro lugar, isolado, João Anjos.



Nas SBK Manuel João arrasou a concorrência. O espectáculo ficou entregue à luta pela segunda posição, durante as primeiras voltas, acabando Alex Laranjeira por levar a melhor sobre Pedro Batista.



sábado, 19 de Fevereiro de 2011

Estoril, 4 de Novembro de 1990

Na 125 Produção Vitor Moreira confirmou as indicações dadas na última prova e venceu depois uma luta intensa com Arnaldo Coutinho. Atrás seguiam Rui Esteves e Pedro Abreu. Coutinho e Esteves acabariam por desistir, acabando por ficar Pedro Abreu no segundo lugar e Artur Martins no último lugar do pódio.



Na 125 Livre o despique foi até cortar a linha da meta. Jorge Dias e José Pereira trocaram várias vezes de posição mas a vitória acabaria por pertencer ao piloto da Cagiva. No terceiro lugar, Joaquim Cidade.



Nas SBK Alex Laranjeira dominou os acontecimentos, vencendo as duas mangas apesar da resistência de Pedro Batista, sobretudo na segunda manga. Rui Carvalho ficou em terceiro nas duas mangas. 




domingo, 13 de Fevereiro de 2011

Amorosa, Setembro de 1990

A prova de 125 Promoção foi bem disputada, com Tomás Couto a registar a primeira de muitas vitórias. Jorge Duarte ainda o aguentou durante algumas voltas, conseguindo com esse esforço criar a distância necessária para se proteger de Vitor Moreira. outro valor em ascensão.



A corrida de 125 Livre decidiu-se na travagem para a última curva. Joaquim Cidade, que dominou os acontecimentos ao longo de toda a prova, cometeu o erro de deixar José Pereira aproximar-se e passar para a frente, com a certeza de que recuperaria a liderança na última volta. Contudo, o piloto da Microponto geriu a situação da melhor maneira, fazendo com que Jorge Dias se metesse no grupo e transformando o que parecia simples a Joaquim Cidade numa missão impossível de levar a cabo. 



Nas SBK Alex Laranjeira foi superior a todos. Na primeira manga acabaria por ser forçado a desistir, já perto do final, mas na segunda, após ultrapassar Rui Carvalho, distanciou-se e venceu confortavelmente. O piloto da Yamaha MotoModa acabaria assim por repetir o resultado da primeira manga. Manuel João venceu a primeira corrida e acabou terceiro na segunda. 




quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

Estoril, 14 de Julho de 1990

Na 125 Promoção Rui Esteves voltou a vencer, com Jorge Duarte a revelar-se incapaz de o segurar. Para o terceiro lugar a luta foi grande nas primeiras voltas mas Tomás Couto conseguiu superiorizar-se aos restantes.



Na 125 Livre a luta pela primeira posição foi dura entre Jorge Dias e José Pereira, com algumas trocas de posição nas primeiras voltas. O piloto da Cagiva conseguiria no entanto a meio da prova ganhar uma ligeira distância que o colocou a salvo das investidas da Aprilia da Microponto, vencendo com mérito a prova. Joaquim Cidade rodou toda a prova isolado na terceira posição, enquanto atrás de si Rui Esteves e Jorge Duarte davam o máximo para ficarem com o quarto lugar. 



As mangas de SBK foram renhidas. Na primeira Alex Laranjeira venceu com categoria, conquistando as posições com autoridade, terminando em segundo Pedro Batista e em terceiro Manuel João. Na segunda manga Laranjeira arrancou melhor e assumiu a liderança, mas foi obrigado a desistir ao fim de poucas voltas. Assistiu-se então a uma luta sem quartel entre Batista e Manuel João, que acabaria por ser favorável ao piloto da Kawasaki Mobil já na última volta. 




sábado, 5 de Fevereiro de 2011

Vila Real, 29/20 Junho de 1990

A prova mais importante deste fim de semana era o TT1 mas o CNV proporcionou momentos excelentes. Nas 125 Promoção o "Vilarealense" Rui Esteves foi o mais forte e venceu destacado. Em segundo ficou Tomás Couto e em terceiro Pedro Abreu. As imagens iniciais juntam os treinos de todas as mangas. Vale a pena ver, no minuto 15:50, Costa Paulo, o único piloto a fazer toda a descida de Mateus sem desacelerar.



Nas 125 Livre José Pereira impôs-se a Pedro Geirinhas, apesar da forte resistência. Para o terceiro lugar a luta foi enorme mas acabaria por ser Rui Esteves a superiorizar-se.



Nas SBK assistiu-se a um duelo empolgante entre Pedro Batista, Alexandre Laranjeira e Manuel João. O piloto da RC 30 venceu bem, geriu o esforço e ganhou uma pequena vantagem na parte final, apesar do empenho de Laranjeira. O piloto da Kawasaki acabaria ser obrigado a renunciar à luta, sendo evidente o fumo azulado que saía por baixo das carenagens. 


domingo, 30 de Janeiro de 2011

Oeiras, 1989

O "GP" de Oeiras foi um momento infeliz. A pista não tinha condições e a organização não conseguiu controlar os acontecimentos. Foi uma espécie de "prova de feira" com motos potentes, e acabou mal.
Os treinos das 125 misturavam as duas classes e o momento da partida é elucidativo do nível da organização. A classe 125 Promoção teve em Luis Catarino o seu vencedor, seguido por Jorge Dias e em terceiro Artur Martins.



Na 125 Livre Jorge Dias levou a melhor sobre todos, impondo um excelente andamento desde o início. Pedro Geirinhas ainda tentou seguir o piloto da Cagiva mas acabaria por sofrer uma queda violenta. Acabaria por ser Joaquim Cidade a terminar em segundo, depois de se libertar do grupo em que andava, e Luis Catarino voltou a subir ao pódio, ao ficar na terceira posição.



As SBK resumiram-se aos treinos. A falta de condições era de tal forma evidente que a organização decidiu que os pilotos dessem duas voltas de apresentação, antes de se iniciar a corrida, por forma a que o público se organizasse melhor e os pilotos se habituassem à moldura humana existente. Simplesmente, não avisaram todos os pilotos. Germano Pereira foi um deles. Quando acabou de dar a volta de aquecimento e passou na meta deve ter pensado que não esperaram por ele para dar a partida, e continuou. Simplesmente, quando voltou a passar na meta, que ficava pouco depois de uma curva rápida, deparou-se todos os pilotos parados, com os assistentes ao lado, e entrou pelo meio deles depressa, muito depressa, atirando várias motos ao chão e mandando alguns pilotos e mecânicos para o hospital. A organização foi obrigada a anular a corrida. 




quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011

Estoril, 10 de Abril de 1988

Nas SBK Manuel João conseguiu rapidamente destacar-se, não permitindo que José Pereira, a fazer a sua primeira corrida em SBK, aprendesse com o seu exemplo. Não demoraria contudo muito até chegar à vitória. Na terceira posição Pedro Batista e em quarto lugar Laranjeira, com uma moto ainda por preparar.


A prova de 80 cc não teve grande história. Avelino Arvela arrancou na frente a controlou a corrida. O Manuel Duarte rodou na segunda posição inicialmente mas teve problemas mecânicos que o fizeram gradualmente descer na classificação geral. Acabou por ficar Rui Vieira na segunda posição, seguido por Tózé Monteiro.


O troféu Lubritex em '88 passou a ter apenas uma manga, beneficiando da chegada do troféu Yamaha para engrossar a lista de participantes. A emoção e a luta pela primeira posição mantiveram-se, tendo Joaquim Cidade iniciado o troféu da melhor maneira ao vencer de forma autoritária, apesar da luta que teve por parte de Carlos Arsénio e de Pedro Vizela



Para substituir a tradicional segunda manga do Lubritex foi criada uma nova classe, a de 125 Livre, permitindo que se modificassem alguns elementos mecânicos. Costa Paulo aproveitou da melhor forma a performance da sua Gilera e venceu sem oposição, tendo terminado no segundo posto Joaquim Cidade e no terceiro lugar Rui Esteves. 



Teve lugar nesta prova a primeira de muitas edições do Troféu Yamaha. Carlos Arsénio foi o natural vencedor, Jorge Dias ficou em segundo e Ventura classificou-se em terceiro, depois de um acesso despique. Fantástica a parte final do filme, ouvindo-se os comentários dos pilotos com o Sr. João Pissara a conduzir a Citroen Mehari durante a volta de honra ao Autódromo.



quarta-feira, 1 de Dezembro de 2010

Estoril, Novembro '87

A sexta e última prova do Troféu Lubritex foi muito disputada, apesar de ambas as mangas terem sido vencidas por Joaquim Cidade. Na primeira manga Costa Paulo não lhe deu descanso e na segunda teve que lutar também com José Pereira, o mais aguerrido do grupo de cinco pilotos que podiam vencer, já que terminaram separados por menos de 10 metros. Costa Paulo seria o vencedor do Troféu.



A complementar o programa, uma corrida de scooter's, apimentada no final com uma exibição de "stunt", que acabaria por correr mal. 


segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

Vila Real 6 - 9- 1987












Nas 80 cc Alexandre Laranjeira passeou a sua superioridade, sendo a luta pela segunda posição a que originou maior despique, com Tozé Monteiro e Costa Paulo (pai) a empolgarem a assistência. Seria o piloto de Vila Real a superiorizar-se, naquela que foi provavelmente a sua última corrida.



A prova de SBK não teve grande emoção. Manuel João começou por liderar mas o motor da sua FZ partiu na Timpeira, deixando o caminho livre para Alexandre Laranjeira. No segundo lugar ficou Pedro Batista e no último lugar do pódio Fernando Jardim.


No troféu Lubritex as coisas aqueceram. Na primeira manga, uma acidente violento logo na primeira volta atirou Rui Vieira e Carlos Arsénio para fora da corrida, levando à interrupção da prova. A confusão que se gerou contribuiu para o atraso do programa, tendo a segunda manga terminado mais cedo por já ser quase de noite. Na primeira manga Costa Paulo venceu, depois de um despique aceso com Miguel Geraldes, ficando João Ferreira, outro "local heroe" Vilarealense, no terceiro lugar. Na segunda manga Zé Pereira levou a melhor sobre Costa Paulo, tendo terminado novamente no terceiro lugar João Ferreira. Joaquim Cidade teve imensos problemas de carburação, tendo descoberto mais tarde que lhe tinham enchido o depósito da sua Aprilia com folhas...

quarta-feira, 21 de Julho de 2010

Passeio de Vespa Porto-Vigo-Porto 25/7/87

O Hotel Meridien organizou no final de Julho de '87 um passeio do Porto até Vigo dedicado às Vespas. Foram cerca de cem os participantes, com direito a monitorização por helicóptero e batedores da BT ao longo do percurso. Em Vigo foram recebidos pelas autoridades municipais, com uma dedicação impensável nos dias de hoje. Não houve acidentes nem avarias mas os 280 quilómetros do percurso fizeram alguns deitar-se mais cedo. 

sábado, 17 de Julho de 2010

Praia da Amorosa, 30-8-1987

O circuito da Praia da Amorosa foi uma "invenção" do Luis Cardoso, muito bem aproveitado pela Socitul, que a troco de "meia dúzia" de metros quadrados de apartamento viabilizou um evento e colocou no mapa o seu mega projecto turístico. 
A pista, delineada nos arruamentos do empreendimento ainda no início da sua construção, não era difícil, mas os pilotos eram obrigados a seguir apenas uma trajectória já que as bermas sujas proibiam todo e qualquer deslize. Joaquim Cidade venceu as duas mangas, tendo em Rui Vieira um aguerrido perseguidor. No terceiro posto da geral ficou Costa Paulo, em quarto o Geirinhas e em quinto o Tomás Couto. As imagem foram gravadas pelos meus amigos Jorge Lopes e Carlos Teixeira. Eu fiquei em casa, a descansar, já que a recruta em Santarém estava a revelar-se destruidora da moral.



Na classe de SBK Manuel João dominou nos treinos e na corrida, apesar de Alexandre Laranjeira tudo ter feito para vencer em casa. No terceiro lugar ficou o Paulo Baptista, incapaz de perseguir  dupla da frente por causa dos problemas de carburação evidentes na sua GSX-R.



Nas 80cc Rui Vieira venceu com autoridade. Laranjeira podia ter tentado pressionar mas ao falhar o arranque deixou de ter a motivação extra de perseguir o primeiro lugar. No terceiro posto ficou Tozé Monteiro. A prova foi encurtada algumas voltas por causa da chuva que apareceu, dando logo origem a uma pequena confusão...



terça-feira, 29 de Junho de 2010

Coimbra, 26-7-87

A segunda prova do trofeu Lubritex teve lugar em Coimbra. O traçado era interessante mas perigoso, e o piso estava demasiado irregular, tornando ainda mais delicada a missão dos pilotos. O José Pereira deu um recital de condução ao vencer as duas mangas, fazendo valer toda a experiência acumulada em anos de corridas em provas de "feira". No segundo posto da geral Costa Paulo, outro especialista na matéria, terminando no último lugar do pódio Bernardo Vilar. 



sábado, 10 de Abril de 2010

Trofeu Lubritex - 27- 6 -87

O Trofeu Lubritex foi o momento de viragem do motociclismo de velocidade em Portugal. Apareceu na altura certa, com o mercado a renascer depois de nove anos de contingentação. Foi bem organizado, sendo a equipa responsável liderada pela Ana Matias, a luta pelas primeiras posições era grande e rapidamente se transformou na corrida mais importante da tarde. Atraiu uma enorme atenção dos media, principalmente da televisão, proporcionou um retorno alucinante à Lubritex (uma empresa de vendas em grupo) e conseguiu convencer as marcas a participarem oficialmente na competição. Cada prova era composta por duas mangas, sendo a classificação final definida pelo somatório das duas corridas. Na primeira manga Costa Paulo levou a melhor (mas caiu na seguinte)  e na segunda manga Carlos Arsénio venceu, desforrando-se da queda na anterior. No somatório das duas quem levou a melhor foi Miguel Franco de Sousa, seguido por Miguel Geraldes e por Avelino Arvela. Algumas das imagens foram feitas pelo meu amigo Jorge Lopes.



A prova de 80 cc foi dominada por Alexandre Laranjeira, seguido por Avelino Arvela. Tó-Zé Monteiro, que teve problemas mecânicos nos treinos, ainda lutou pelo último lugar do pódio mas Rui Vieira conseguiu segurar a posição. 



A prova de SBK foi bastante disputada entre Manuel João e Alexandre Laranjeira, pelo menos enquanto a caixa de velocidades da Suzuki aguentou.


segunda-feira, 1 de Março de 2010

Estoril, 9 de Maio de '87

O CNV arrancou a 9 de Maio, fazendo a "primeira parte" do programa, que tinha os 1000 km do Estoril como cabeça de cartaz. 
As "SBK" dividiam-se em duas classes por forma a integrar o maior número possível de motos. Uma até 750 cc, com as primeiras FZ e GSX-R  que chegaram até nós, e a de >750cc, onde cabiam todas as outras, desde a GSX-R 1100 de António Costa até à Ducati de Germano Pereira. O Manuel João dominou a corrida, o Laranjeira, que participava também na prova de Resistência, terminou em segundo e no último lugar do pódio ficou o Pedro Baptista.




A classe de 80 cc foi dominada por Alexandre Laranjeira, que rodou a um ritmo constante e manteve Avelino Arvela sempre a uma distância de segurança. A terceira posição foi a única que teve alguma animação, envolvendo José Ferreira e Rui Vieira, já que as rectas do autódromo faziam sobressair de forma determinante os diferentes níveis de preparação.



A classe seguinte deveria considerar-se como 125 cc, apesar de não o ser. Na realidade, a tentativa de criar uma classe aberta capaz de trazer para as pistas todas as motos racing existentes em Portugal não surtiu efeito, e as 125 de produção ficaram à espera da primeira prova do entretanto anunciado Troféu Lubritex. Apreciem a rapidez com que Costa Paulo fazia os SS, e a alucinada paixão pelas Ducati da família de Germano Pereira. O Luis Cardoso tem mais "tempo de antena" que os restantes, já que era patrocinado pela "Racing Video". Algumas das imagens foram captadas pelo meu amigo Jorge Lopes. 




domingo, 31 de Janeiro de 2010

Albergaria-a-Velha, 1987

Viviam-se tempos de mudança, experimentavam-se regulamentos desportivos e uma fórmula de sucesso, o Trofeu Lubritex, já estava no terreno. O traçado era perigoso, com muitos postes, ribanceiras e areia nas bermas, e talvez por isso a prova tenha sido obrigada a sair do calendário, realizando-se como extra-campeonato, perdendo assim muitos dos pilotos da classe 125. 
Comecem por apreciar a classe de 80 cc. As restantes seguem dentro de momentos.
Algumas das imagens foram recolhidas pelos meus amigos Carlos Teixeira e Jorge Lopes.




A prova de 125 foi pouco concorrida, tendo os pilotos do Trofeu Lubritex optado maioritariamente por não comparecer. Ainda assim o Costa Paulo deu espectáculo, impondo-se ao Jorge Dias na parte final da prova, que estreava uma Yamaha TZR 125.




A prova de TT F1 acabou por ser emocionante, com momentos de despique pela primeira posição. Fernando Ferreira dominou, exibindo uma condução agressiva e espectacular, mas Eduardo Mascarenhas não lhe deu descanso, chegando mesmo a aproximar-se perigosamente no final. José Santos tinha que lutar com a sua RDLC 500, cuja motor pontudo não ajudava, e um futuro campeão nacional, Vitor Fidalgo, dava aqui os seus primeiros passos, numa Suzuki que era um verdadeiro chaço.



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quinta-feira, 7 de Janeiro de 2010

1000 km do Estoril, 1987

O Mundial de Resistência teve oito provas nesse ano, iniciando-se com os 1000 km do Estoril. A equipa oficial Suzuki, com Hervé Moineau e Bruno Le Bihan aos comandos, impôs a sua lei, dominando na pista e durante os reabastecimentos, mas foi a dupla formada por Manual João e António Contente Fernandes que empolgou o público, ao terminar no nono lugar final com uma FZ quase de origem.



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terça-feira, 22 de Dezembro de 2009

Vila Real TT F1 - 1990

Foi o último ano do TT, e ficará na memória de todos. Carl Fogarty venceu de forma categórica e mostrou que iria longe, mas o que mais me impressionou foi o espantoso grito do motor da Norton.




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sexta-feira, 11 de Dezembro de 2009

Vila Real TT1 - 1986

Isle oNeste ano a presença internacional resumiu-se às TT1. O aumento da performance relativamente ao ano anterior foi notória, principalmente ao nível das equipas privadas, que aproveitaram da melhor forma a excelente base proporcionada pela Suzuki GSXR 750. Joey Dunlop voltou a vencer, seguido por Paul Iddon e Anders Andersson, hoje piloto de testes da Ohlins.



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quarta-feira, 2 de Dezembro de 2009

Vila Real '85, TT1 e TT2

Vivi em Vila Real entre '76 e '85, cidade onde se respiravam corridas de motos e de automóveis. Os momentos mais altos do motociclismo viveram-se ao longo de algumas edições do Mundial de Tourist Trophy (TT), em '82, '84, '85, '86, '88, '89 e '90. Era uma semana de festa, na qual acompanhávamos a chegada dos pilotos e a montagem das tendas, onde nasciam oficinas com motos que para nós eram pedaços de sonho.


Os treinos começavam à Sexta-feira, prolongavam-se pelo Sábado e as corridas eram no Domingo. Era uma prova dura, com os pilotos a fazerem quase duzentos quilómetros debaixo de um sol abrasador, sendo frequente desmaiarem nas boxes após terminarem a corrida.
Filmei apenas três das provas, com a certeza que iria gostar de ver as imagens mais tarde. Aqui estão as de '85. Espero que gostem delas tanto como eu.

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quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

24 Horas MotoJornal, 1992 - Honda 900 Fireblade

Tinha começado a escrever para a MotoJornal há pouco mais de um ano. A indústria motociclística mundial apresentava as novidades ainda de forma tímida, para mais nem sempre aproveitadas pelos importadores nacionais, ainda a “ganhar embalo” no que à imagem e comunicação dizia respeito, de maneira que a malta que estava neste meio andava com uma fominha de moto inimaginável. Assim, a possibilidade de organizar um teste de 24 Horas com a novíssima CBR 900 RR, mais do que um evento capaz de oferecer uma reportagem interessante aos leitores da revista ou proporcionar um retorno de imagem alucinante para a marca – foram cerca de 20 as páginas dedicadas - representava um momento único e uma oportunidade fabulosa de curtir com a melhor desportiva do momento na única pista que existia em Portugal.

Para mim significava uma série de estreias. Nunca tinha andado numa pista, ainda não tinha colocado o joelho no chão em curva (pelo menos sem tocar depois com as manetes...) e nunca tinha andado numa moto tão potente. Quando cheguei ao autódromo escolhi o fato e o capacete que melhor me serviam - ainda não tinha equipamento próprio - tendo o cuidado de verificar se estariam desocupados quando chegasse a minha vez. A quantidade de inscritos era grande e esperavam-me dois turnos, um diurno e um nocturno. O Mário tinha garantido a questão dos consumíveis, com dois jogos do novíssimo Michelin Radial, a gasolina era oferecida pela Mobil e a assistência mecânica pela Honda, através do Mestre Saraiva.
A primeira surpresa deu-se ao fim do primeiro turno feito pelo Mário Figueiras, ao entrar nas boxes com o pneu traseiro já bastante gasto. Como tínhamos apenas mais um, o que deveria durar vinte e quatro horas acabaria em menos de uma... A solução foi montar uns M48 e A48, e esperar que nos trouxessem mais alguns jogos. Foi o que aconteceu e conseguiram-se fazer mais de quinhentas voltas, sem que a moto tivesse o mais pequeno problema. O meu turno diurno correu bem e cada volta era uma descoberta, tanto das trajectórias como das reacções da moto. A CBR 900 Fireblade tinha uma frente muito nervosa mas o motor era de uma enorme suavidade, apesar de potente.

O turno da noite foi melhor. Às 3 da manhã mergulhamos num silêncio recortado pela luz, aprimoramos as trajectórias e atingimos um estado de concentração único. Fazer a parabólica a “abrir”, derreter o que o motor tinha para dar e travar com o ponteiro já nos 260 km/h era um chuto de adrenalina a cada volta. Foi a experiência mais envolvente que tive até hoje em cima de uma moto. Perto do final apanhei dois sustos. Já tinha sido avisado que havia coelhos a atravessar a pista, mas só percebemos o que isso significa depois de vermos um a passar à nossa frente. Acabou por correr bem, sobretudo para o coelho, mas fiquei suado. A experiência mais dura foi no entanto ter feito 2:17”, ficando a 2 segundos do Pedrinho Martins. Não gostei e prometi a mim mesmo que não voltava a acontecer.